Sobre a Associação
Formada em 2016 como uma associação de pais, a AMPARA – Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Araraquara , nasceu com o propósito de difundir conhecimento sobre os Transtornos do Espectro Autista (TEA), combatendo preconceitos e auxiliando na orientação de familiares, professores, cuidadores e profissionais de saúde. A motivação para a iniciativa partiu de um grupo de pais que, após o diagnóstico de TEA dos filhos, observa uma grande falta de orientações sobre como lidar com o autismo.
A atuação da instituição foi pioneira na divulgação de informações sobre o transtorno no município e em toda região. Foram realizadas uma série de eventos, simpósios, cursos, participação em eventos sobre o tema, palestras informativas para diversos públicos, Promovemos atendimento psicológico para familiares e cuidadores, como também recebemos diários de diversas famílias em busca de orientação para encaminhamento de diagnóstico e terapêutico.
Temos o intuito de melhorar a qualidade de vida de crianças, adolescentes e adultos com transtorno do espectro autista. Oferecemos assistência às famílias, bem como damos apoio no cuidado e no fortalecimento de vínculos, articulando ações em defesa e orientando na garantia de seus direitos.
Caminhada Pela Conscientização do Autismo em 2019
Finalidade da entidade
* Promover a inclusão social de pessoas autistas (crianças, jovens e adultos), como também sua autonomia;
* Divulgar informações sobre autismo, orientar e acolher as famílias de autistas, estimular a inclusão social, capacitar profissionais de saúde e educação, organizar e ministrar palestras ao público em geral, pais e profissionais, orientar sobre atendimento especializado, promover oficinas e atividades para crianças, adolescentes e adultos autistas, oferecer terapias previstas e atendimento psicológico, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional e psicopedagogia, tão facilitadora para a melhoria do quadro e autonomia.

NOSSOS SERVIÇOS
Saúde

> Realizar projetos de apoio aos atendimentos prestados;
> Manter parcerias com órgãos de saúde;
> Apoiar centros, unidades ou programas de formação e
treinamento de pessoas especializadas em pesquisa
ou aplicação de técnicas no campo do Autismo;
> Arrecadar recursos financeiros necessários para manutenção
e desenvolvimento, através de doações, contribuições e convênios;
Educação

> Promover a inclusão dos atendidos na comunidade
> Desenvolver parcerias com escola e comunidade
> Colaborar dentro de suas possibilidades, com órgãos
governamentais e outras instituições em prol da pessoa com autismo
Assistência

> Promover assistência social para crianças, jovens e adultos com Autismo assim como suas famílias
> Assegurar os direitos da pessoa com autismo e suas famílias
> Realizar projetos que estejam alinhados com a legislação vigente
> Promover proteção básica, fortalecimento de vínculos e proteção especial
> Manter parcerias com órgãos e setores competentes de assistência social
> Criar projetos ou programas sociais voltados para pessoas com autismo
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Sobre Autismo
Transtornos do Espectro do Autismo (TEA)

O Transtorno do Espectro do Autismo é um transtorno de neurodesenvolvimento, caracterizado por déficits persistentes na capacidade de iniciar e sustentar a interação social recíproca e a comunicação social, e por uma série de padrões de comportamento e interesses restritos, repetitivos e inflexíveis.
O início da condição ocorre durante o período de desenvolvimento, principalmente na infância, mas os sintomas podem não se manifestar totalmente até mais tarde, quando as demandas sociais excedem as capacidades limitadas.
Onde os déficits são suficientemente graves para causar prejuízos nas áreas pessoais, familiares, sociais, educacionais, ocupacionais ou outras áreas importantes de funcionamento e são geralmente uma característica penetrante do funcionamento do indivíduo, observável em todos os contextos, embora possa variar de acordo com os aspectos sociais, educacionais ou outros.
Principais Sinais

Sinais em crianças
Estes são alguns dos sinais de autismo em crianças, mas é importante destacar que apenas três desses sinais já justificam uma suspeita para se consultar um médico neuropediatra ou um psiquiatra da infância e da juventude.
- Contato Visual —Um sinal muito comum na maioria das pessoas com autismo, é não manter contato visual, ou pelo menos não olhar nos olhos por mais de 2 segundos.
- Alinhar objetos — Como mostra a foto que ilustra este artigo, alinhar objetos, muitas vezes classificá-los por cor, por tamanho, ou categoria, por exemplo, é muito comum entre a maioria das crianças com o Transtorno do Espectro do Autismo.
- Atender pelo nome — Muitas vezes confundido por surdez ou algum nível de deficiência auditiva, muitos autistas costumam não atender pelo nome quando são chamados.
- Isolamento — Não se interessar por outras crianças ou isolar-se, ainda que esteja num ambiente com outras pessoas, é um dos comportamentos mais comuns entre as pessoas que estão dentro do espectro do autismo.
- Rotinas — Ser muito preso às rotinas, querem sempre fazer as mesmas coisas, nos mesmos horários, ou ainda, ter os objetos nas mesmas posições e ordem é outra característica muito comum na maioria dos autistas. A rotina traz segurança e previsibilidade para todos nós. A maioria das pessoas com autismo, porém, tem isso potencializado e pode ficar preso a rotinas, de maneira inflexível.
- Brincar — Não brinque com brinquedos de forma convencional, como, por exemplo, jogar um carrinho como se fosse uma bola, ao invés de colocar-lo no chão e andar como um carro de verdade, pode ser comum entre crianças no espectro do autismo. Ou ainda, focar em apenas uma parte do brinquedo, como ficar girando apenas a rodinha do carrinho, é muito comum acontecer com autistas.
- Movimentos repetitivos — Fazer movimentos repetitivos sem função aparente é outro sinal importante em muitas crianças com o Transtorno do Espectro do Autismo. Os mais comuns são o movimento de balançar rapidamente como duas mãos soltas, chamado de “flapping”, e o balançar do tronco para frente e para trás. Muitas crianças também mudam seus movimentos repetitivos de tempos em tempos, como se fossem fases que se alteravam.
- Fala — Não falar ou não fazer gestos para se expressar é outra característica presente em muitos autistas. As estatísticas deram conta de que um terço das pessoas com TEA não são-verbais, ou seja, não usam a fala para se comunicar — apesar de, muitas vezes, terem a capacidade de falar, mas não se comunicarem através da fala. Se expressar por comunicação não-verbal também, como um gesto mostrar algo, também é um prejuízo notado em vários casos no espectro. Técnicas de comunicação alternativas — até mesmo aparelhos para esse fim — ajudam de maneira significativa essas pessoas.
- Ecolalia — Repetir frases ou palavras em momentos inadequados, sem a devida função é a chamada ecolalia, presente também no rol de sinais de autismo, presente tanto em autistas que estão adquirindo a fala até em indivíduos pouco verbais que se comunicam somente com frases prontas que ouviram em filmes, programas de TV, propagandas, músicas ou que escutaram alguém dizer muitas vezes exatamente da mesma forma — em alguns casos, até a entonação é a mesma —, porém sem contexto ou sem função. Há autistas que se comunicam com o contexto correto, mas usam frases prontas e são extremamente rígidas em usá-las exatamente da mesma forma, sem flexibilidade, como, por exemplo, responder a uma pergunta simples: “Você quer suco?” — e responde “Suco é muito bom pra saúde!”; e se você perguntar outras coisas sobre suco, como: “Tem suco na geladeira?” — responde a mesma frase: “Suco é muito bom pra saúde!”.
- Compartilhar interesses e atenção — Mostre para alguém algo que você está interessado, achou legal, bonito ou trouxe alguma perturbação é uma atitude entre as pessoas, faz parte da interação social. Não compartilhe seus interesses ou não olhe quando apontamos algo, por exemplo, é outro sinal bem significativo entre as pessoas que estão dentro do espectro do autismo.
- Fazer referência com adulto — Emocionalmente é importante a criança olhar para o outro para fazer referência e co-regular suas emoções com um adulto frente a algo incerto, algo com o qual não sabemos lidar e esse é um déficit notado em muitos autistas. Um exemplo pode ajudar melhor: imagine uma cena de uma criança de um ano brincando sentada no chão e o adulto, seja o pai ou a mãe, numa poltrona no mesmo cômodo; e cada um entretido com uma atividade diferente, sem estar interagindo. De repente, um objeto cai fazendo um barulho alto. O bebê não sabe como reagir, não sabe se aquilo é bom ou ruim, engraçado ou assustador. O comportamento esperado é que o bebê para o adulto se co-regula emocionalmente, decidindo que acontecimento terá. Se o adulto cair na gargalhada, é bem provável que o bebê dê risada também. Se o adulto se assustar, ficar preocupado ou ainda chorar, é bem provável que o bebê tenha a mesma ocorrência do adulto. Uma criança com autismo pode ignorar o barulho e poderá nem olhar para o adulto, ainda que o pai ou a mãe tenham uma ocorrência de susto ou espanto. Muitas vezes confunde-se esse comportamento com déficit auditivo, quando na realidade é comportamento ligado à dificuldade na habilidade socioemocional.
- Girar objetos — Alguns autistas têm uma obsessão em girar coisas, sem uma função aparente. Outro relato comum é o de crianças que gostam de ficar observando objetos que giram, como ventiladores, rodas de carros ou tremores em movimentos e máquinas de lavar roupas.
- Interesses restritos, hiperfoco — uma quase obsessão por um assunto específico é muito comum na maioria das pessoas com autismo, que querem ler, se informar, falar sobre determinado tema — algumas vezes a se tornar praticamente um especialista no assunto. Por muitos, essa característica é considerada uma vantagem em algumas áreas profissionais, a depender do assunto de interesse.
- Não imitar — É imitando que se aprende. E, não ter essa habilidade, pode dificultar o aprendizado de muitas crianças com autismo, o que não é raro. Até mesmo um bebê de dias de vida, instintivamente, imita — se você deixar sua boca abrindo várias vezes, o bebê tenderá a abrir a boca também. Imitar é inato do ser humano.
- Faz-de-conta — Várias pessoas com autismo têm dificuldades em pensamentos abstratos, são muito presas a conceitos concretos — o que explica o fato de muitos adultos terem dificuldades com significados de duplo sentido ou figuras de linguagem, como a ironia. Não brincar de faz-de-conta é uma consequência desse déficit em crianças com autismo, que, por exemplo, não simulam estar tomando café numa xícara de brinquedo vazio: “Não tem nada dentro da xícara para eu tomar!”.
- Há outros sinais relatados por famílias com crianças autistas, como andar nas pontas dos pés; ser resistente (ou não demonstrar ocorrência) à dor; não reagir emocionalmente às emoções dos outros, como o sorriso motivado (sorrir de volta para um sorriso), seletividade alimentar; mas ainda sem estudos que os colocam como sinais de autismo em volume significativo.
Autismo em adultos
No caso de adultos, alguns sinais são semelhantes, como não manter contato visual por alguns segundos ou ser muito preso às rotinas. Porém, a maturidade e o desenvolvimento ao longo do tempo trazem sinais diferentes, como ser muito literal ao interpretar as expressões e não entender quando se usa duplo sentido ou sentido figurado — por exemplo: dizer que aquela garota “é uma gata”, referindo-se a sua beleza – ou não compreender o uso de ironia.
No caso de adultos, também é determinante o nível de comprometimento e quanto de ajuda uma pessoa necessita no seu dia a dia. Saber se um adulto que tem uma vida independente do autismo é uma tarefa que comumente envolve múltiplos especialistas, tais como; psicólogo, psiquiatra, neurologista, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo além de possibilidade de uma investigação genética .
Fonte: h ttps://tismoo.us/saude/quais-os-sinais-e-sintomas-de-autismo/
Diagnóstico

Os sintomas característicos dos transtornos da espectrologia do autismo (TEA) estão sempre presentes antes dos 3 anos de idade, com um diagnóstico possível por volta dos 18 meses. Normalmente os pais começam a se preocupar entre os 12 e os 18 meses, na medida em que a linguagem não se desenvolve. Ainda não há marcadores biológicos e exames específicos para autismo, mas alguns exames, como o cariótipo com pesquisa de X frágil, o eletroencefalograma (EEG), a ressonância magnética nuclear (RNM), os erros inatos do metabolismo, o teste do pezinho, as sorologias para sífilis, rubéola e toxoplasmose; A audiometria e os testes neuropsicológicos podem ser necessários para investigar as causas e doenças associadas.
O CID-10 é o adotado no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele abrange todas as doenças, incluindo os transtornos mentais, e foi elaborado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). CID-10 significa “Classificação Internacional de Doenças”, e o número 10 indica a versão, ou seja, já foram realizadas 10 atualizações e revisões desse código.
O DSM-5 abrange apenas os transtornos mentais e tem sido mais utilizado em ambientes de pesquisa, porque possui itens mais detalhados, em forma de tópicos. Foi elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria. DSM-5 é uma sigla inglesa, Manual de Diagnóstico e Estatística, que significa Manual de Diagnóstico e Estatística e o número 5 da sigla é usado para indicar que já foram feitas cinco revisões.
Um diagnóstico de TEA envolve prejuízos na interação social e na comunicação, além da presença de padrões restritos de comportamento e interesses. O termo transtorno do espectro do autismo foi cunhado devido à variação notável na expressão dos sintomas e graus de cometimento no autismo.
As características comportamentais do autismo se alteram durante o curso do desenvolvimento. Há um potencial específico para diagnósticos equivocados, especialmente nos extremos dos níveis de funcionamento intelectual.
A avaliação da criança com autismo deve incluir um histórico detalhado, avaliações de desenvolvimento, psicológicos e de comunicação abrangentes, além da avaliação de habilidades adaptativas, ligadas às atividades da vida diária.
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Referências Bibliográficas:
- Associação Americana de Psiquiatria, APA. DSM V – Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 5. ed.rev. – Porto Alegre: Artmed, 2014.
- KLIN, Ami. (2006). Autismo e síndrome de Asperger: uma visão geral. Revista Brasileira de Psiquiatria, 28(Supl. 1), s3-s11. https://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462006000500002
- Organização Mundial da Saúde, OMS. CID 10 – Classificação De Transtornos Mentais e de Comportamento: Descrições Clínicas e Diretrizes Diagnósticas. Porto Alegre: Artmed, 1993
Lista de ONGs envolvidas com o autismo no Brasil
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Nesta lista constam apenas instituições que oferecem apoio gratuito e famílias de pessoas com autismo. Contamos com o seu auxílio para manter a listagem atualizada e a sociedade informada.
Para solicitar atualização de dados ou inclusão de uma ONG,
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